TECONOLOGIA DA INFORMAÇÃO E NEGÓCIOS

Cobol: um cinquentão em plena atividade | Opinião

In ARTIGOS E OPINIÃO on 23/04/2013 at 9:51

Cobol: um cinquentão em plena atividade

*Marco Leone

No mundo de TI, são poucas as tecnologias que sobrevivem às transformações e inovações constantes de mercado. O Cobol, no entanto, representa uma exceção à regra de volatilidade do setor. Isso porque, apesar de ter sido criado há mais de 50 anos, essa plataforma se mantém como uma das linguagens de programação mais utilizadas no mundo. Estima-se que existam cerca de 220 bilhões de linhas de código desenvolvidas nessa tecnologia em atividade, utilizadas nos mais diversos sistemas, por empresas públicas e privadas, de todos os setores e portes, ao redor do planeta.

Muitos analistas, ao longo das últimas décadas, decretaram o fim do Cobol. As justificativas eram de que essa linguagem de programação – criada em 1959, com o propósito de resolver problemas do governo e das forças armadas americanas – estava ultrapassada.

Uma visão equivocada, que foi construída na época em que se acreditava que o Cobol era uma linguagem adequada apenas para ambientes de mainframe, mas que não reflete a realidade atual dessa tecnologia, a qual roda em todas as plataformas de negócio existentes, incluindo Windows, Unix e Linux.

O que se vê na prática é que o Cobol não só sobreviveu às muitas mudanças do mercado de TI, como se adaptou a elas. Como reflexo, essa linguagem pode ser facilmente integrada a plataformas Java e .Net, bem como permite o desenvolvimento de novas aplicações e sistemas para plataformas baixas.

Falta de especialistas

Enquanto a questão tecnológica deixou de ser um problema há muito tempo para o Cobol, o mercado brasileiro e mundial enfrenta atualmente uma outra barreira: a falta de mão de obra. Isso porque, essa linguagem de programação deixou de ser atraente aos estudantes de cursos universitários, o que tem gerado um baixo índice de novos profissionais capacitados para atuar nesse setor. Ao mesmo tempo, muitos especialistas em Cobol começam a se aposentar nas empresas. O que gera uma lacuna de pessoas para atuar com essa linguagem.

Se essa questão tira o sono de muitos departamentos de TI, por outro lado, abre uma excelente oportunidade de trabalho para estudantes e jovens que buscam uma colocação no mercado de tecnologia. Como reflexo, já existe um movimento no Brasil no sentido de ampliar a carga horária dedicada a Cobol nas universidades que oferecem cursos ligados à tecnologia, ao mesmo tempo em que a própria indústria relacionada ao setor de Cobol tem investido fortemente na capacitação de mão de obra para acelerar esse processo de ampliação dos profissionais qualificados.

Em suma, o mercado de Cobol não só sobreviveu às previsões de ‘morte’, como continua forte e pronto para expansão. Cabe agora apenas resolver a questão de capacitar os profissionais que podem escrever os próximos 50 anos da história dessa linguagem de programação.

*Marco Leone é Country Manager do grupo Micro Focus no Brasil.

Cobol: um cinquentão em plena atividade | Opinião.

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